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Participo de duas listas de futuros imigrantes (uma ‘nacional’ e outra de brasilienses), e hoje recebi um e-mail que acredito deva servir de lição para alguns. Achei a mensagem bastante clara e sensata, e, por isto, resolvi postar o e-mail aqui:

Oi Pessoal,

Meu nome é Viviane e há meses eu venho aqui e leio sempre os posts da comunidade.
Mas nunca me apresentei porque não tenho ainda processo aberto ao Canadá.

Por causa da polemica do Roney eu tive vontade de dividir com voces a minha historia. Ha
9 atras eu fui para a Australia, imigrando e vivi lá este tempo todo. Gui residente
temporaria, depois permanente e em 2005 ganhei a minha cidadania. Fiz universidade,
trabalhei e paguei minhas contas como qualquer outra pessoa. Tinha amigos, e por anos
dizia que Melbourne era a minha segunda casa.

Tinha uma série de ressalvas, por um lado amava a segurança, o respeito pelo outro, a
cultura (sim porque em países como a Austrália, o Canadá e muitos outros, não tem
Faustão, nem Fantástico, a TV não fica mostrando um domingo inteiro besteirol que
atrofiam a cabeça das pessoas). Gostava da ordem, das regras que não podiam ser
descumpridas e gostava de poder planejar e ganhar meu dinheiro fácil, quero dizer, sem
essa paranóia de perder o emprego e sem medo de pedir demissão pra ser feliz tentando
outra coisa em outra empresa. Todo mundo nesses países troca de emprego sem medo. E
com tudo isso resolvi ir estudar Fotografia que era uma paixão e consegui me manter lá
assim. As vezes era bem difícil mas nada que um trabalho temporário não me tirasse do
sufoco.

E dai voces se perguntam? Então o que aconteceu?

Eu voltei ao Brasil no ano passado.

Sabem por que? Porque a Austrália não tem vida e eu me sentia muito só, apesar de todos
os meus amigos. Meus amigos eram divertidos mas ninguem abre suas questoes tao
facilmento como o brasileiro. Pra ir pro pub e encher a cara de birita, beeza era facil ter
amigos. Mas pra abrir e falar de coisas que soh uma amizade com cumplicidade permite,
isso era bem dificil. Coisas da cultura deles. Porque eles são mais superficiais, e eu sentia
saudade de sentir que eu tinha de fato uma rede verdadeira de amigos. Melbourne tinha
alguns brasileiros, poucos imigrantes como eu, e eu me senti carente mesmo e coma
distancia, e as passagens a 2800 dolares, eu nao conseguia vir ao brasil a cada ano. E
quando vinha 10 dias eram perdidos por conta de um fuso de 13 horas de diferenca.

Fui muito feliz lá, e faria tudo de novo. Sou grata a tudo o que aquele pais me ensinou, a
duras penas, tomei muita porrada. Fui sozinha e me casei la. Me separei e gracas a deus
nao tive filhos.

Bom isso pra fazer algumas colocacoes aqui:

Para voces que estao indo, nao tenham ilusoes. Voces vao ganhar em muitas coisas mas
vao chorar muito por conta de outras que vao perder. Nao ha ganho sem perdas.

Se informem muito sbre tudo, eu cheguei na australia sem ter a menor noção… pra nao
ficar dando cabeçada lá a toa.

A vida vai dando voltas e tudo acontece. Eu sou exemplo disso, assim como outras
milhares de pessoas. O Canada pode ser uma experienceia, um casamento e sobretudo
uma opcão de vida, assim como a Austrália é para mim. O dia que eu quiser voltar eu
volto. E não vou deixar de trabalhar e viver lá, disso eu tenho a certeza.

A gente fica querendo achar muito a resposta certa, vou pro Canadá para sempre e pode
não ser assim. E tudo bem se for assim.

Tem gente que pode não gostar, pode não segurar o tranco, e tudo bem. Ninguém é
melhor ou pior por isso, certo?

Atualmente estou tentando o Brasil mas acho que me acostumei muito com a forma
respeitosa de viver, e gosto mais dos canadenses que dos australianos. Tenho vontade de
imigrar ao Canada e este ano pretendo ir la para conhecer e ver o que acho. Nada certo,
amo o Brasil, sou carioca, Brazuca mesmo, mas estou decepcionada com a vida aqui, com
a ralação e com a falta de escolha que o brasileiro tem onde ter uma vida digna é ser
funcionario publico. Eu detestaria isso pra mim, ficar numa reparticão pro resto da vida.
Mas isso não funcionaria para mim. Funciona pro outro. E tudo bem!

Tenham a alma aberta e a cabeça firme. E os pés no chão. Não há ganho sem perdar e
procurem não fantasiar nada. Vale sempre a pena.

Um abraço e que bom que vc leu até o final!

Viviane

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Bom… Como eu havia dito, um dos meus maiores problemas é justamente a insegurança se me sentirei extremamente sozinho, sem ninguém para me apoiar ou não… Mas foi como li agora a pouco em outro blog:

Ficar sentado esperando que a vida escolha por nós não é uma opção confortável como parece.

E outra coisa importante:

Prefiro me arrepender por algo que fiz, do que olhar pra trás e me perguntar por que não tentei..

Ou

Prefiro me arrepender por algo que fiz, do que me arrepender de algo que deixei de fazer

É isto :)


Alguns amigos meus dizem que eu deveria ter sido escritor ou algo do gênero. Porque eu ADORO escrever. E escrevo bastante… O que, por agora, é bem ruim. Afinal, não tenho MUITO o que falar aqui sobre o Canadá em si. E apenas contar experiências do que eu pretendo fazer e do que eu venho fazendo sobre minha ida ao Canadá em 2009 ou em 2011.

Fui à outra agência de viagem, e o preço do curso saia em 1.897,62 USD. Já o curso todo, com o câmbio sendo 1 USD = R$ 2,31, sairia à aproximadamente R$ 8.400,00. Perguntei quanto levar para gastar, pessoal falou que se quiser aproveitar bastante, considera-se levar 50 USD por dia. Ou seja, uns 1.500 USD.

Mas bem, eu já falei disto. E o pior é que estou totalmente sem idéia do que falar… Porém eu estava ficando agoniado aqui por não falar de nada :P . Então vou falar do que vi hoje. Para ser honesto, ainda estou meio em dúvida quanto à cidade destino. Achei Vancouver linda. Cidade com paisagens maravilhosas. Toronto… Bem, Toronto é ENORME. E eu não gosto de cidades muito grandes. Acho Brasília um tamanho excelente já. Maior que isto, exagero. Porém Calgary tem BASTANTE demanda para a minha área de atuação… E fica perto de Vancouver. Então acho que vou acabar indo para Calgary… Mas ainda tenho tempo para ver isto. Devo ir para intercâmbio em 11/2009. Então devo começar a dar entrada em toda a papelada e mimimi’s apenas em Março / Abril de 2009.

Não sei se alguém lê aqui. Mas se alguém ler e pretender ir na mesma época, pode me procurar. Hahahaha. Essa história de ir sozinho… Sei se vai dar certo não. Mas vamos que vamos ver ;D.

Bem, hoje estou sem idéia do que postar. Tenho que procurar mais coisas para poder falar sobre algo aqui. Final de semana farei um blogroll para adicionar blogs que leio e acho interessantes ;) .

Hoje eu estava aqui no trabalho pensando novamente no Canadá, e algo me veio em mente… Não apenas ontem, mas todos os dias. Um ‘medo’ que vem me segurando, me prendendo. Um medo que, segundo uma amiga minha, vai ser fator determinante para meu, talvez, insucesso no Canadá. E o nome deste medo é solidão. Eu venho lendo vários blogs. Esses vêm sendo de ajuda fantástica para conseguir vários relatos, vários fatos, várias perspectivas (Destaque para a Mirela e Christian, para Ivelise, para a Ana Paula e para a Lu e o Wander). Esses blogs vem sendo minha fonte de estudo sobre o Canadá, mas notei uma coisa ‘engraçada’.

99.9% deles são de casais / famílias que imigraram para o Canadá (O único que li até agora de quem foi sozinha é o da Ivelise). E mesmo a Ive, ela foi sozinha, porém tinha amigos por lá. Ou seja, ninguém foi sozinho em si. Sempre foram acompanhados ou tendo alguém lá… Eu não tenho NINGUÉM. Serei eu e Deus. Se algo der errado, eu não terei apoio. Se eu não arrumar moradia, virarei indigente.

O medo de ir sozinho, sem conhecer absolutamente ninguém, é grande. Diferente da grande maioria dos imigrantes, tenho muita coisa aqui. Emprego bom, chances de crescimento… E lá não tenho um conhecido sequer. A pessoa ‘mais próxima’ que tenho do Canadá mora em Granhuns – PE hahahaha. Claro, estou tentando reverter isso. Achar algum(a) amigo(a) meio(a) maluco(a) que queira imigrar também. Mas vem sendo difícil. Tinha um zé-perdido que pensava em ir, mas parece que ele meio que abortou a idéia…

Uma amiga do meu cursinho chegou a falar: “Para você, que é canceriano, vai ser impossível!”. Bem, discordo. Primeiro que meu signo foi definido por mera questão de nascimento. E segundo que, se eu REALMENTE achasse que eu ia ficar maluco, já teria desistido. Eu SEI que vou sentir falta DEMAIS de minha família, meus amigos, do Brasil. Porém eu acho que vou conseguir ’suportar’ esta falta lembrando que estou realizando um antigo sonho. Claro, a falta será grande, poderei chegar a chorar de saudades e de sentimento de solidão, mas isto pode ser gerenciado criando novas amizades e, quem sabe, criando uma família por lá. Claro, minha mãe, minha irmã, minha sobrinha e minha avó são insubstituíveis. Mas eu não posso viver minha vida preso à elas, não é mesmo?

Quando a pessoa pensa em imigrar às vezes esquece destas coisas… Esquece que haverá solidão, carência, e que lá estárá ao “Deus dará”. Há coisas boas? Há, claro. Mas também há seus pontos negativos em largar tudo. Sendo MUITO extremista, pode ser que na despedida no aeroporto, pode ser a última vez que você verá sua família. E isso aperta o coração de qualquer pessoa. Eu imagino que ir acompanhado deve ser mais tranquilo. Mais acessível e menos preocupante. Mas tudo isso passa pela cabeça do casal que vai.

Bom, é isto. Queria falar de um fator que não me faz decidir de vez em ir para o Canadá e já preparar minha documentação… Mas ainda tenho coisas para resolver aqui, e me preparar. Em posts futuros falarei sobre meu plano de acumular dinheiro, de estudar inglês e tudo o mais :) .

Ah sim… Amanhã irei em agências procurar me informar sobre intercâmbio cultural (passar 1 mês estudando inglês no Canadá). Este eu vou COM CERTEZA (depende APENAS da data das minhas férias :D ). Tenho uma listinha de 5 empresas. Amanhã ou Domingo coloco aqui preços e tudo o mais que conseguir. Também verei nas empresas se conseguem me informar sobre imigração propriamente dita.